O que é o Open Finance?

Já pensou ter acesso a todas as suas contas bancárias em um só lugar? Por meio do Open Finance isso é uma realidade. Então, o que é o Open Finance?
Oliver Imhof

Oliver Imhof

Publicado em: 16/05/2022

Em meados de 2021, o Banco Central deu início ao projeto do Open Finance. O BC construiu uma estrutura digital, onde os dados bancários dos clientes poderão ser acessados pelas instituições financeiras que fazem parte do sistema financeiro nacional.

Além dos bancos, o próprio cliente terá controle sobre seus dados. Fato que vai colaborar muito para um controle mais rigoroso, sobre o que os bancos vão ou não saber sobre o cliente.

Open Finance na prática

Mais precisamente em 01/02/2021, o Banco Central deu início ao Open Finance (ou Open Banking).

O processo de implementação do Open Banking se deu por fases. No total foram quatro fases ao longo de 2021. Segue cada uma das etapas:

  • (01/02/2021) O Open Banking deu início através da padronização das informações sobre produtos financeiros, serviços em geral e demais. Nesta primeira etapa, ainda não há compartilhamento das informações dos clientes;
  • (13/08/2021) Na segunda etapa já se inicia o compartilhamento de dados cadastrais e transacionais sobre serviços bancários tradicionais (contas, crédito e pagamentos);
  • (29/10/2021) A terceira etapa começa com a iniciação de transações de pagamento de Pix por iniciadores de transação de pagamento, com a entrada gradual dos demais arranjos de pagamento;
  • (15/12/2021) Por fim, a quarta fase, se caracteriza pelo compartilhamento de informações sobre produtos de investimentos, previdência, seguros, câmbio, entre outros, ofertados e distribuídos no mercado;

Atualmente estamos no final da quarta fase. O compartilhamento das informações será possível mediante autorização do cliente.

Com todo o compartilhamento que será possível fazer, os bancos terão acesso a muitas informações dos clientes.

Mas, diferente de como é, o cliente terá poderes de controlar o acesso das instituições e conceder, ou não, permissões a instituições financeiras.

Um dos piares do Open Banking é o cliente no centro. Ou seja, o cliente terá poderes de conceder permissão para compartilhamento ou não das
informações.

O Open Banking veio como mais uma forma de proteger o acesso aos dados dos clientes, além de fornecer maior transparência e controle.

Vantagens do Open Banking

Com o Open Banking o cliente terá oportunidade de controlar melhor o que um banco vai conseguir analisar ou não de seus dados.

Ao liberar os dados, o cliente terá oportunidade de fazer o controle de suas finanças a partir de um ponto só.

Ou seja, através de uma plataforma, será possível analisar todos os seus
investimentos, fato que facilita muito no controle patrimonial.

Outro detalhe, o Open Banking pode facilitar a compreensão das instituições
financeiras a respeito dos tipos de produtos que o cliente possui e quais são
aqueles mais apropriados para oferecer.

Um investidor que conta com muitos investimentos de renda variável, pode contar com mais suporte nesse segmento de investimento.

Além disso, os custos relacionados aos investimentos e demais produtos podem ser reduzidos de instituições para instituição financeira.

Como o Open Banking tem como pilar a transparência entre as informações, isso vai gerar uma leitura e até criação de produtos mais “personalizados”, com custo menor aos clientes.

Por fim uma das grandes vantagens está relacionada ao controle das informações por parte do cliente.

Se antes não se tinha a noção do que um banco tem ou não de informações a respeito do cliente, agora se tem total compreensão.

Inclusive, há como liberar e depois retirar permissões, Assim, o cliente tem muito mais segurança e controle sobre seus dados.

Plataformas além dos bancos

A transferência de dados entre os bancos é a principal característica do Open Banking, mas, além disso, há o compartilhamento de dados com outras plataformas.

Com mais empresas oferecendo serviços e soluções para diferentes áreas
das finanças, o Open Banking tem como ajudar na transparência dos dados e na
entrega de mais serviços aos clientes,

Observando tal oportunidade, plataformas como a Felix na Bolsa, agora, integram seus sistemas junto a corretoras de valores mobiliários e demais instituições, a fim de entregar um serviço ainda mais simples, seguro e competitivo aos seus clientes.

Ao invés do cliente ter que alimentar o banco de dados da própria Felix na Bolsa, com o Open Banking, a plataforma pode fazer tudo isso por você.

Conclusão

Integrar serviços de análises de carteira, conseguir analisar todos os
investimentos através de uma conta só, comparar taxas e rendimentos de
diferentes produtos de diferentes instituições, tudo isso é possível por meio
do Open Banking.

Porém, para conseguir todos esses serviços, o cliente terá que liberar os acessos para a instituição em questão levantar os dados.

Todo o processo de Open Banking está disponível para ser liberado ou não, sendo que o cliente é aquele que tem os poderes em mãos.

Os bancos já trabalham com certa publicidade, mostrando os benefícios do Open Banking, sendo que dentro das plataformas, há áreas especializadas onde é
possível liberar o acesso.

Assim, não existem mais dúvidas sobre quem tem os seus dados e como eles
trabalham tais informações.

Além dos bancos, plataformas de serviços financeiros também podem se integrar ao Open Banking, e assim, oferecer de forma mais integrada seus produtos e serviços.

A Felix na Bolsa com sua calculadora de IR para investimentos, podem entregar um serviço muito mais simples e rápido aos seus clientes.

Ao invés de baixar os PDFs das notas de corretagem, por meio do Open Banking, a calculadora já terá acesso e terá os cálculos de forma automatizada. Para isso, é necessário liberar a integração de dados entre as contas e a plataforma da Felix na Bolsa.


Este conteúdo faz parte da missão da Felix na Bolsa de facilitar a vida dos investidores. Clique aqui para conhecer a nossa plataforma.

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