Por que investir diretamente no exterior?

Você sabia que é possível construir um patrimônio e receber renda passiva em dólar por meio dos investimentos no exterior?
Matheus Amaral

Matheus Amaral

Publicado em: 30/09/2021

Você sabia que é possível construir um patrimônio e receber renda passiva em dólar por meio dos investimentos no exterior? Mesmo sendo um pequeno investidor pessoa física, você pode adquirir, por exemplo, REITS (fundos imobiliários) e Stocks (ações) no exterior. 

Ao diversificar, é possível ir além dos ativos ofertados no mercado brasileiro. Não é necessário ficar exposto apenas aos riscos do mercado brasileiro, é possível buscar outras possibilidades de ganho em países desenvolvidos, que apresentam um crescimento maior do que o nosso, bem como estabilidade e solidez tanto politicamente quanto economicamente. 

Investimento no exterior pode ser compreendido como toda aplicação/aporte de recursos financeiros (dinheiro) em ativos fora do Brasil. Se você comprar uma ação da Apple, Amazon, Microsoft,  Disney ou um REIT (espécie de fundo imobiliário), você está fazendo um investimento no exterior. 

As principais maneiras de investir no exterior são:

1. BDR (Brazilian Depositary Receipt);

2. Investimento direto no exterior;

3. Offshore (empresa aberta no exterior)

Neste artigo, vamos focar nos investimentos diretos no exterior!

Você deve estar se perguntando: Por que investir no exterior? Quais são os principais benefícios? Qual é o problema de deixar todo meu patrimônio investido no Brasil? 

A história recente do Brasil é marcada por incontáveis crises políticas e econômicas. Além da instabilidade jurídica, política e econômica do Brasil, existe a figura ameaçadora da inflação. Conforme o IBGE, a inflação acumulada no Brasil dos últimos 20 anos foi de 248%. Olhe como nossa moeda se desvalorizou, como nosso poder de compra caiu significativamente! Essa breve informação já explica o porquê de investir no exterior, não é mesmo?

Uma das vantagens de investir no exterior é se expor a uma quantidade muito maior de ativos. As maiores empresas do mundo têm seus valores mobiliários (ações) listadas nos Estados Unidos. Imagine investir diretamente em empresas como Facebook, Apple, Coca Cola, Amazon, Google, Microsoft etc.

Uma outra vantagem é investir em empresas lastreadas na moeda funcional dólar, isto é, suas operações são realizadas em dólar. Ao longo do tempo a moeda dólar é capaz de manter o poder de compra de uma forma muito mais sólida do que a nossa moeda local (real). 

Por último, mas não menos importante, é a isenção de ganho de capital mensal. Para os investidores individuais pessoa física no Brasil, existe uma isenção de 20 mil reais para venda de ações no mês. Se vender até 20 mil reais de ações no mês, independentemente do ganho de capital obtido, não pagará nada de Imposto de Renda. Agora, ao investir no exterior, a isenção no mês para venda de ações é de 35 mil reais.

A ótima notícia é que você pode começar seus investimentos no exterior mesmo morando no Brasil. O processo pode ser feito no conforto de sua casa.

Hoje, há inúmeras corretoras internacionais que facilitam o acesso dos pequenos investidores pessoas físicas aos investimentos no exterior, mesmo morando no Brasil. Caso o investidor deseje comprar, por exemplo, stocks (ações) no mercado acionário (NYSE e Nasdaq) dos Estados Unidos, ele pode recorrer a alguma das seguintes corretoras: Avenue, Passfolio, TD Ameritrade etc.

 O primeiro passo é escolher uma corretora e logo na sequência abrir uma conta na corretora desejada pela internet e apresentar a documentação necessária.

Uma vez com a conta aberta, você enviará recursos para fora do país, geralmente em dólar. Com o capital na corretora internacional, você está apto a realizar seus investimentos no exterior. Nem tudo é um mar de rosas ao investir diretamente no exterior. A desvantagem é o fato de ter de arcar com a taxa de remessa. 

Lembre-se de que ao transferir recursos para sua conta na corretora internacional, é necessário se atentar à operação de câmbio, incidência do IOF (1,1% sobre todo o valor transferido) e as taxas específicas cobradas pelas corretoras. 

Em resumo, investir no exterior é uma excelente maneira de diversificar a carteira de investimentos (ativos) e se expor a outros mercados. O investidor consegue blindar uma parte do seu patrimônio investido dos riscos – crises econômicas e políticas – associados a um país emergente como o Brasil. 



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