O que analisar antes de investir em um ETF?

Os fundos de índice são uma das melhores formas de diversificar. Mas dá para investir em qualquer ETF? O que analisar antes de investir em um ETF?
Oliver Imhof

Oliver Imhof

Publicado em: 27/04/2022

Por se tratar de fundos de índices negociados em bolsa, é importante analisar alguns pontos antes de tomar a decisão de comprar o ETF.

Mesmo que os ETFs sigam índices e, normalmente, possuam gestão passiva, ainda há pontos relevantes para serem analisados antes de investir. Se você está curioso e quer conhecer mais sobre os ETF, acompanhe o nosso artigo.

1º Avaliar os índices que os ETFs seguem e definir uma estratégia

A primeira coisa que o investidor precisa fazer é traçar uma estratégia e definir quais são os índices que vão fazer parte da carteira.

Por exemplo: em uma carteira é interessante dar prioridade para ETF que seguem os principais índices, como o Ibovespa. Como o Ibovespa é o principal índice brasileiro, manter uma posição nele é coerente e traz grande diversificação à carteira.

Agora, dar prioridade para um ETF que investe em criptomoedas, ou em algum setor mais específico, pode se tornar mais arriscado, trazendo mais volatilidade à carteira.

O Ibovespa é um índice que combina todos os setores econômicos e, portanto, tem grande diversidade.

ETFs que seguem índices específicos, como empresas do setor financeiro, de commodities e outros, podem acabar reduzindo a diversificação, mantendo parte da carteira focada em uma determinada área.

O investimento em ativos mais voláteis também deve ser bem avaliado. Um ETF que segue índices ou ativos ligados a criptomoedas, até é interessante.

Porém, ainda é interessante dar prioridade a ETFs que seguem índices e mercados mais relevantes, como o Ibovespa ou o S&P 500 (um dos principais índices dos Estados Unidos).

Vale destacar que índices como o Ibovespa e o S&P 500, por exemplo, já existem há mais tempo e vem performando positivamente.

Por existirem a mais tempo, tais índices trazem mais segurança. Se for para ter exposição ao mercado de ações, que seja por meio de um ETF mais seguro, seguindo um índice consolidado no mercado.

Além do Ibovespa e do S&P 500, outro índice interessante é o IBRX-50 (índice que conta com as 50 empresas mais negociadas da bolsa).

A composição do Ibovespa e IBRX-50 são diferentes, mas ambos os índices
possuem empresas de setores variados e são vistos como relevantes do mercado.

2º Administradora do ETF

Outro ponto que deve ser bem avaliado pelo investidor é a empresa que administra o ETF. Por mais que haja segurança e regulação no setor financeiro, é importante dar prioridade a produtos de empresas consolidadas no mercado e de relevância.

Por exemplo, a Blackrock é uma das instituições financeiras mais relevantes do mundo e referência no setor de ETF.

No Brasil a Blackrock conta com 5 ETFs, já nos Estados Unidos, são centenas de fundos de índices.  Atualmente, a Blackrock possui mais de 10 trilhões de dólares sob administração.   

Dentre os ETFs que a Blackrock possui no Brasil, existem o IVVB11 (segue o S&P 500), BOVA11 (segue o Ibovespa) e SMAL11 (segue o índice de small caps).

Existem outras boas empresas que administram ETFs no Brasil, como é o caso do Itaú, BTG Pactual, XP Investimentos, dentre outras.

3º Liquidez

Outro ponto importante para ser avaliado antes de investir no ETF é a liquidez. Quando o ETF possui pouca liquidez, é possível que haja bastante volatilidade no valor de mercado do ETF.

Mesmo sendo negociado em bolsa, o ETF normalmente segue as oscilações do
seu índice, mas dependendo da volatilidade do mercado, essas oscilações podem
ocorrer de forma mais brusca.

Por isso, investir em ETF com maior liquidez, traz mais segurança ao investidor e estabilidade com relação ao valor da cota.

Dentre os ETF que possuem boa liquidez, são administrados por instituições relevantes do mercado e representam índices de grande relevância, nós temos o BOVA11, SMAL11 e IVVB11, todos da BlackRock.

A Blackrock ainda conta com outro ETF bem interessante, que é BRAX11 (ETF que segue o índice IBRX-100).

Outro ETF que atrai atenções é PIBB11 (segue o IBRX-50). PIBB11 é administrado pelo Itaú e também conta com boa liquidez no mercado.

4º Taxas

Os ETFs também cobram taxas administrativas. Como os fundos de índices são similares a fundos de investimento, a administração cobra a sua taxa.

Por isso, mesmo um ETF que replique com perfeição a carteira do seu índice, dificilmente vai conseguir replicar com tanta fidelidade o próprio índice.

Querendo ou não, a taxa administrativa vai acabar influenciando na diferença de performance do patrimônio do ETF contra o índice de referência (fato que vai influenciar  também no valor de mercado).

Por exemplo, IVVB11 possui uma taxa administrativa de 0,23% ao ano, enquanto SPXI11 (ETF que também segue o S&P 500) possui taxa de 0,21%.

Na hora de investir, é importante ficar atento às taxas administrativas também. No caso de IVVB11 e SPXI11, a diferença ainda não é tão relevante.

Por outro lado, a liquidez de IVVB11 é muito maior do que a de SPXI11, fato que dá vantagem a IVVB11.

Conclusão

Para construir uma boa carteira, o investidor precisa ter bons ativos. Os ETFs aparecem como boa solução. Ao investir em ETFs, a carteira ficará mais diversificada.

Como o ETF, normalmente, segue um índice, a carteira dos fundos possui grande variedade de ativos.

Antes de comprar o ETF, é importante fazer uma boa avaliação. Dentre os pontos a serem analisados, vale destacar:

  • O índice que o ETF segue;
  • Administradora do ETF;
  • Liquidez;

ETFs que seguem índices relevantes, como Ibovespa, S&P 500, IBRX-50, Small Caps e IBRX-100 são mais interessantes, porque eles representam diferentes setores econômicos.

Por contar com grande diversidade e relevância, manter uma participação em tais fundos de índice é vantajoso para a carteira.

Conforme a carteira do investidor for aumentando, o investimento em outros ETF de áreas mais específicas pode ser cogitado.

Vale destacar que a tributação do ETF é similar ao mercado de ações. A única diferença fica por conta da isenção em vendas de até 20 mil reais no mês. Os ETFs não possuem tal isenção. 


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